Renda Fixa em 2025: onde alocam os maiores gestores do Brasil
Tesouro Direto, CDBs e debêntures sob uma nova perspectiva com SELIC em queda.
A renda fixa brasileira vive um momento de inflexão. Com a taxa SELIC em trajetória de queda, os maiores gestores do país estão reposicionando suas carteiras de forma estratégica.
Segundo dados da ANBIMA, os fundos de renda fixa captaram mais de R$ 120 bilhões no primeiro trimestre de 2025, um crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os gestores estão migrando de títulos pós-fixados para pré-fixados e indexados à inflação, apostando que o ciclo de queda da SELIC continuará nos próximos 12 meses.
O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 tem sido o favorito, oferecendo taxas reais de 5,8% ao ano — um prêmio considerável para quem consegue manter o título até o vencimento.
CDBs de bancos médios também ganharam destaque, com taxas de 120% a 130% do CDI para vencimentos de 2 a 3 anos. A diversificação entre emissores é fundamental para gerenciar o risco de crédito.
Debêntures incentivadas de infraestrutura completam o trio de preferências, com a vantagem da isenção de IR para pessoas físicas e rendimentos que superam consistentemente os títulos públicos equivalentes.
Para o investidor individual, a recomendação dos especialistas é clara: aproveitar as taxas atuais para travar rendimentos elevados em títulos de médio e longo prazo, antes que o mercado precifique completamente a queda dos juros.
Comentários (2)
Muito bom! Poderiam fazer uma análise sobre FIIs de logística especificamente?
Excelente análise! Tenho alocado em Tesouro IPCA+ 2035 e concordo que é uma das melhores oportunidades.